Bom dia! Este é o Resumão Tech da terça-feira, 20 de outubro de 2026. Um dia depois de a Amazon lançar o TorchNeuron, o Google abriu o código do TorchTPU, e a briga contra o domínio da Nvidia passou a ser travada dentro do PyTorch. A SpaceX divulgou um trimestre em que a inteligência artificial já responde por mais da metade da receita, e os conselhos dela e da Tesla montaram comitês para estudar uma fusão. Um S-1 vazado da Anthropic mostrou prejuízo bilionário e falta de nuvem. A OpenAI comprou uma startup de biotecnologia e passou a deixar trancar conversas com PIN, o Gemini ficou mais pessoal no carro e o Muse, da Meta, entrou num clube de apps que tem só uma dúzia de membros. Na bancada, um chip LoRa que vira rádio definido por software, um kit de controle para o Arduino UNO Q e a história de um crachá com ESP32 que quase saiu do orçamento. Na robótica, a Eka impressiona com uma garra que sente força, humanoides montam peças de humanoides na China e o Digit vai para uma fábrica de máquinas agrícolas.
1. Google abre o TorchTPU, e o PyTorch passa a rodar direto nas TPUs

Na PyTorch Conference 2026, o Google anunciou que o TorchTPU, sua implementação nativa do PyTorch para os chips TPU, agora é código aberto no GitHub. Desenvolvido junto com o time do PyTorch na Meta, ele roda os modelos com poucas mudanças no código, suporta o modo eager para depurar e o torch.compile para produção, e já foi validado nos 5 mil modelos mais baixados do Hugging Face, segundo o blog do PyTorch. No Transformers v5, mandar um modelo para a TPU passa a ser questão de usar device_map="tpu". Junto vieram novos motores de inferência vLLM e SGLang para TPU, ambos sob licença Apache 2.0, e uma “TPU agent suite”, ainda em prévia, para ajudar a migrar código.
O contexto é o mesmo do Resumão de ontem: o PyTorch nasceu casado com as GPUs da Nvidia, e é aí que mora a maior vantagem dela. Com Amazon e Google oferecendo a troca de chip por uma mudança de configuração, a decisão passa a ser de preço e disponibilidade, não de reescrever código. Isso não quer dizer que a debandada vai acontecer, como lembra o TechCrunch, mas o fosso do software ficou mais raso.
Fontes: Google Cloud Blog · PyTorch Blog · Google Developers Blog · TechCrunch
Relacionado: Amazon lança o TorchNeuron e mira a Nvidia pelo software (Resumão 19/10) · Edge AI: inteligência na ponta dos dedos.
2. SpaceX: a IA já é mais da metade da receita, e Tesla e SpaceX estudam uma fusão
A SpaceX publicou na terça o resultado do terceiro trimestre: US$ 14,6 bilhões de receita, alta de 161% em um ano, segundo o comunicado entregue à SEC. O segmento rebatizado de “Super Intelligence”, que reúne a nuvem de IA da empresa (1,7 GW de computação, segundo o TechCrunch), a ferramenta de programação Cursor, comprada recentemente, e o Grok, faturou cerca de US$ 7,5 bilhões, uns 52% do total, segundo o TechCrunch, e deu US$ 431 milhões de lucro operacional, mesmo com US$ 1,2 bilhão de despesa pontual em ações ligada à compra do Cursor. Do outro lado, o investimento foi de US$ 19,6 bilhões no trimestre, e a empresa prevê de US$ 35 bilhões a US$ 40 bilhões no quarto. Musk disse que o próximo voo de teste da Starship, esperado para novembro, vai tentar recuperar os dois estágios.
Na mesma conferência com investidores, Musk contou que os conselhos da SpaceX e da Tesla formaram comitês especiais de conselheiros independentes para avaliar uma fusão. Ele diz apoiar a ideia, mas avisou que não é certa e que, por ser parte interessada, não participa das conversas; nenhum termo foi acertado. Na Tesla, a aprovação exigiria mais de 50% de todos os acionistas, não só dos que votam.
Fontes: SpaceX (comunicado na SEC) · TechCrunch (resultado) · TechCrunch (fusão) · The Verge
Relacionado: The X Subscription junta Grok e Cursor (Resumão 14/10) · Como funciona o Starlink.
3. S-1 vazado da Anthropic: prejuízo de US$ 80,7 bilhões e briga por nuvem com os próprios sócios
O Wall Street Journal teve acesso ao documento de abertura de capital (S-1) da Anthropic, e o TechCrunch resumiu os números. No primeiro semestre, a empresa teve US$ 16,3 bilhões de receita e US$ 80,7 bilhões de prejuízo líquido, com dois clientes respondendo por cerca de um quinto das vendas. O documento diz que a Anthropic tem dificuldade para conseguir capacidade de nuvem suficiente com AWS, Google e Microsoft, que cada vez mais a veem como concorrente, e que pode gastar mais de US$ 750 bilhões em contratos de nuvem, parte ainda em negociação.
Para compensar, ela aluga data centers próprios e trabalha com operadores menores, mas admite que eles têm “histórico operacional limitado”. O S-1 também alerta que a empresa pode ser responsabilizada por danos causados por comportamento nocivo da IA em valores acima do seguro disponível. Na semana passada, a Anthropic disse a investidores que a receita do terceiro trimestre chegou a US$ 16,8 bilhões, alta de 45% sobre o anterior; a abertura de capital é esperada para novembro, segundo a imprensa americana.
Fonte: TechCrunch (com base no Wall Street Journal)
Contexto: Anthropic leva ao Congresso dos EUA o próprio rascunho de lei de segurança de IA (Resumão 17/10) · Anthropic separa 5% das ações para o bem público (Resumão 18/10).
4. OpenAI compra a Orchestra Bio para levar agentes ao desenvolvimento de remédios
A OpenAI anunciou a compra da Orchestra Bio, startup de San Francisco fundada em 2022 que faz agentes de IA para acompanhar programas de desenvolvimento de medicamentos. O exemplo dado pela OpenAI: se um lote de fabricação falha e ameaça atrasar um ensaio clínico, o agente mapeia quais atividades e prazos são afetados e compara alternativas, mas a decisão final continua com cientistas e gestores. Os valores não foram divulgados; a startup tinha captado cerca de US$ 20 milhões.
A equipe vai para o Rosalind, a família de modelos e ferramentas da OpenAI para biologia e química, que já tem Moderna e Novo Nordisk entre os clientes. O nome, inevitavelmente, lembra Rosalind Franklin, a cientista da Foto 51. A lógica do negócio é que o modelo ajuda a decidir o que testar, e a Orchestra cuida do que vem depois, num processo que leva de 10 a 15 anos até a aprovação nos EUA. É mais um sinal de que os grandes laboratórios estão comprando, em vez de só competir com, quem faz software para setores grandes como o farmacêutico.
Fontes: OpenAI · TechCrunch · SiliconANGLE
5. ChatGPT ganha conversas trancadas com PIN ou biometria, mas não é cofre criptografado
A OpenAI começou a liberar os Locked Chats: dá para trancar uma conversa com um PIN de quatro dígitos ou, em aparelhos compatíveis, com Face ID ou Touch ID. A conversa sai do histórico normal, das fixadas e da busca, e vai para uma seção própria. Com a Memória ligada, essa seção tem memória separada, para que o que se fala ali não vaze para as conversas comuns. O recurso vale para os planos Free, Go, Plus, Pro, Business, Enterprise e Edu, e a liberação é gradual.
Dois avisos importantes, dados pela própria OpenAI. Trancar não cria criptografia de ponta a ponta nem cofre criptografado, não muda o tempo de retenção nem a opção de usar os dados para treinar modelos. E redefinir o PIN apaga de vez todas as conversas e arquivos trancados. Ou seja: serve para o celular emprestado ao sobrinho, não para segredo de Estado.
Fontes: Central de Ajuda da OpenAI · TechCrunch
6. Gemini no carro passa a ler sua agenda, seu e-mail e suas fotos, se você deixar
O Google começou a liberar o Personal Intelligence do Gemini no Android Auto, e nos próximos meses nos carros com Google integrado. Com a permissão do usuário, o assistente cruza dados do Gmail, da Agenda, do Google Fotos, do Maps, do YouTube e da Busca para responder sem que o motorista precise dar contexto: “qual é o portão do meu voo, e ele está no horário?” vira uma pergunta só, e “leve-me ao lava-rápido da foto da semana passada” funciona sem abrir a galeria.
O recurso é opcional e cada app pode ser ligado ou desligado. Nos carros com Google integrado, as respostas pessoais só aparecem quando o celular do dono está conectado. Por enquanto vale para contas pessoais de maiores de 18 anos e não está disponível no Espaço Econômico Europeu, na Suíça, no Reino Unido e na Nigéria. O ganho de segurança é real (menos motivo para pegar o celular ao volante), e o preço é o de sempre: mais dados seus dentro do ecossistema do Google.
Fontes: Google (blog oficial) · TechCrunch · 9to5Google
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7. Muse, da Meta, chega a 10 milhões de downloads nos EUA em 40 dias
Segundo a Sensor Tower, o Muse, agente de IA da Meta, somou 10,9 milhões de downloads desde a estreia em setembro, 10,2 milhões deles nos EUA. Só outros 11 apps chegaram a 10 milhões de downloads americanos nos primeiros 40 dias, a maioria jogos como Fortnite e Pokémon GO; fora dos games, só o Threads, também da Meta, e o Disney+. Para comparar, o ChatGPT teve 3,7 milhões de downloads nos EUA no mesmo período após o lançamento.
Há duas explicações, e as duas contam. A Meta divulga o app para os 3,6 bilhões de usuários diários das suas redes e tem colocado dinheiro pesado em anúncio: 39% do gasto publicitário dela em outubro foi para o Muse. Mas a retenção também chama atenção: 30% dos usuários americanos ainda usam o app depois de 7 dias, contra média de 19% dos concorrentes, e os usuários ativos diários bateram 2,5 milhões em 16/10. O app está disponível só nos EUA e no Canadá.
Fonte: TechCrunch (dados da Sensor Tower)
Relacionado: Meta abre o Muse Spark para rodar em Macs (Resumão 15/10).
Maker & Prototipagem
LR2021-SDR: o chip LoRa da Semtech vira rádio definido por software
O projeto aberto LR2021-SDR, de Samuel Reynolds (SAMS0N1TE no GitHub), usa um comando não documentado na ROM do transceptor LoRa Semtech LR2021 para tirar dele amostras I/Q cruas de 16 bits. Com isso, o software passa a decodificar sinais que o chip normalmente não entende, como voz digital P25, mensagens de pager POCSAG e FM analógico, sem dongle de SDR externo. Nos testes do autor, numa única placa, a recepção funcionou de 100 MHz a 2,74 GHz, com captura contínua estável a 125 mil amostras por segundo; acima de 250 mil, a SPI de 16 MHz não dá conta.
Há também transmissão experimental, em rajadas curtas, de sinais de teste P25, dados de sensor de temperatura e controles remotos OOK/FSK. A CNX Software ressalta que as medições são de uma placa só e não garantem sensibilidade calibrada nem a mesma faixa em outro hardware. O código está no GitHub sob GPL-3.0. Para o maker, é mais um caso de chip barato fazendo mais do que o manual promete, como o ESP32-S3 e o roteador Wi-Fi 7 que já viraram SDR. Um lembrete prático: escutar e, principalmente, transmitir em certas faixas é regulado (no Brasil, pela Anatel), então teste com responsabilidade.
Fontes: CNX Software · repositório no GitHub
Na bancada: roteador Wi-Fi 7 vira receptor SDR de 320 MSps (Resumão 16/10) · Cyberdecks: a volta do computador com alma.
Arduino UNO Q SBC Controller Bundle: botões, joystick e knob para o “cérebro duplo”

A Arduino lançou um kit que junta o UNO Q de 4 GB a quatro módulos Modulino sem solda: Buttons, Joystick, Knob e Pixels (LEDs). A ideia é explorar a arquitetura de “dois cérebros” da placa, que roda Linux num Qualcomm Dragonwing QRB2210 e tem um microcontrolador STM32U585 para o tempo real: os controles físicos entram pelo microcontrolador e comandam programas no lado Linux, com o App Lab fazendo a ponte. A Arduino sugere usos como painel do Home Assistant, jogos retrô e controle de rotinas de IA local, e publicou o passo a passo no Project Hub.
O kit sai na loja da Arduino por US$ 107,76, abaixo do preço cheio previsto de US$ 119,73. Atenção ao que não vem na caixa: fonte USB-C PD e o hub USB-C que dá saída HDMI, Ethernet e portas USB extras para usar a placa como computador completo. O gabinete é para imprimir em 3D, publicado no Printables sob licença CC BY-NC-SA 4.0. Para quem tem impressora e uns módulos na gaveta, dá para montar um controle parecido gastando bem menos.
Fontes: Arduino Blog · Hackster.io
O crachá com ESP32 do Hack the North: de US$ 5 sonhados a US$ 11,60 reais
Em vez de crachá de papel, o Hack the North 2026, maior hackathon do Canadá, entregou 1.750 crachás eletrônicos programáveis, e Nicholas Ficara contou como foi fazer. O primeiro protótipo era um PCB hexagonal com ESP32, tela colorida, LEDs endereçáveis e NFC, e já veio com erros clássicos: um capacitor no lugar de um indutor, um cabo flexível da tela soldado direto na placa (impraticável na produção) e um chip NFC que só funcionava como etiqueta, não como leitor. No firmware, um runtime Lua deixava cada participante escrever seus próprios apps num editor pelo navegador.
A parte mais didática é a da produção. Num lote de validação de 50 unidades, dois CIs montados invertidos travaram muitas placas, e bateria colocada ao contrário fazia sair fumaça, o que levou a adicionar um FET de proteção contra inversão de polaridade. A meta de US$ 5 por pessoa virou cerca de US$ 11,60 por crachá montado, sem contar desenvolvimento. É o lembrete de sempre: protótipo que funciona na bancada é uma coisa, mil e setecentos funcionando é outra.
Fonte: Hackster.io
Na bancada: ESP32: o Arduino que aprendeu a falar · De protótipo a produto: como maker vira empreendedor.
Robótica
Eka capta US$ 150 milhões com uma garra que “sente” força

A Eka Robotics, fundada pelo professor do MIT Pulkit Agrawal e pelo ex-pesquisador do Google DeepMind Tuomas Haarnoja, fechou uma Série A de US$ 150 milhões liderada pela a16z e pela F-Prime, que avalia a empresa em US$ 1,45 bilhão. Em vez de um modelo de visão-linguagem-ação, ela aposta num modelo de visão-força-ação: a visão diz onde está o objeto, e a pegada em si é guiada pelas forças que a mão sente. Para isso, a empresa desenhou uma mão mais flexível e cheia de sensores de força, e treina o modelo com aprendizado por reforço em simulação física, gerando “milhares de horas de experiência em minutos”, sem depender de vídeos de gente fazendo a tarefa.
Segundo a empresa, o robô pega cerca de 1.500 objetos de até 1 kg por hora (contra uns 600 de uma pessoa), com mais de 95% de acerto. Roboticistas ouvidos pelo TechCrunch, incluindo Kris Hauser, da Universidade de Illinois, ficaram impressionados com a adaptação a objetos novos sem retreino. Os números ainda são da própria Eka e de demonstrações, não de uma operação comercial auditada.
Fontes: Eka Robotics · TechCrunch
Na China, humanoides montam peças de outros humanoides
A alemã Schaeffler abriu em Taicang, na China, uma fábrica-modelo de cerca de 7.500 m² em que seis humanoides trabalham em cinco estações montando módulos de articulação, como atuadores lineares e rotativos, para outros robôs. Eles separam, encaixam, inspecionam, etiquetam e embalam as peças, e um gêmeo digital da linha permite testar mudanças antes de aplicá-las. A empresa chama o projeto de “humanoides fazendo humanoides”, mas o que sai dali são componentes, não robôs inteiros, e ela diz ter cerca de € 400 milhões em pedidos na área de humanoides (pedidos, não receita).
No mesmo dia, um representante do governo chinês disse que a produção de humanoides no país deve passar de 100 mil unidades em 2026. A escala ajuda a entender por que fornecedores de rolamentos e atuadores como a Schaeffler estão de olho nesse mercado.
Fontes: Schaeffler (comunicado) · Humanoids Daily · China.org.cn
Digit, da Agility, vai para uma fábrica de máquinas agrícolas da AGCO em 2027

A AGCO, dona de marcas como Massey Ferguson, Fendt e Valtra, assinou um acordo comercial com a Agility Robotics para um piloto do humanoide Digit na fábrica de Hesston, no Kansas, previsto para começar em 2027. As primeiras tarefas são separar e empilhar peças e guardar caixas plásticas, trabalho repetitivo e pesado. Número de robôs, valor do contrato e geração do Digit não foram divulgados.
A AGCO entra numa lista de clientes da Agility que já tem Toyota, GXO e a própria Schaeffler. Vale a leitura sóbria: é um piloto anunciado para o ano que vem, não uma frota em operação.
Fontes: AGCO (comunicado) · Agility Robotics
Relacionado: Digit 5 promete recarregar em 9 minutos (Resumão 16/10).
Gecko Robotics: robôs que escalam casco de navio têm contrato ampliado para US$ 300 milhões
A Marinha dos EUA e a GSA, agência de compras do governo americano, quadruplicaram o teto do contrato da Gecko Robotics, que agora pode chegar a US$ 300 milhões, seis meses depois de um contrato inicial de US$ 71 milhões. A Gecko usa robôs que sobem pelas paredes, drones e sensores fixos para medir corrosão e espessura de cascos, conveses e soldas, e IA para modelar os problemas. O destaque é o sistema Komodo, que escaneia o convés através do revestimento antiderrapante sem precisar removê-lo.
Segundo a empresa, a inspeção cai de meses para dias e a economia chega a US$ 8 milhões por navio em reparos, números da própria Gecko. A ideia é mapear o dano antes de o navio entrar no dique seco, em vez de descobri-lo com a manutenção já começada. Robótica de inspeção é um dos usos mais maduros dessa tecnologia, e o vídeo abaixo, do canal oficial da empresa, mostra o tipo de varredura feita nos cascos.
Fonte: The Robot Report
Resumo pro café: a terça foi dia de contas e de canos. As contas da SpaceX e da Anthropic mostram quanto custa a corrida da IA e quem já está faturando com ela, e Google e Amazon atacam o “encanamento” de software que prende o mercado à Nvidia. No uso diário, ChatGPT e Gemini mexem com privacidade em direções opostas: um esconde conversas, o outro pede acesso aos seus dados em troca de conveniência. Na bancada, um chip LoRa virando rádio e um crachá que custou o dobro do previsto ensinam mais que muito datasheet. E na robótica, a mão que sente força e os humanoides de fábrica mostram que o salto agora é de destreza e de escala. Amanhã tem mais Resumão Tech.
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Imagem de destaque: placa com quatro TPUs v3 do Google. Foto: Zinskauf, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).
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