Resumão Tech 16/10/2026: Nasdaq tem a pior semana desde junho, China propõe controlar exportação de IA e o Roadster da Tesla voa

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Torre da Nasdaq MarketSite na Times Square, em Nova York, com o logotipo da Nasdaq no telão

Bom dia! Este é o Resumão Tech da sexta-feira, 16 de outubro de 2026. O dia foi do mercado: a Nasdaq fechou a pior semana desde junho, com a dívida que financia os data centers de IA no centro da conversa e a CoreWeave no papel de termômetro. A China abriu consulta para controlar a exportação de 23 tecnologias de IA; a Índia relatou agentes de IA de vários laboratórios lendo dados de empresas locais; o CEO da Replit disse num palco que largou a Anthropic (e gente de dentro desmentiu); a Disney abriu o cofre para levar 66 pessoas da Character.AI; a startup Elorian lançou um modelo que “volta a olhar” a imagem no meio do raciocínio; e o Roadster da Tesla, enfim, voou. Na bancada, a extensão do ESP-IDF para VS Code ganhou servidores MCP, e tem placa para home lab com Raspberry Pi e Jetson e uma placa-mãe nova para iPod antigo. Na robótica, o Digit 5 promete recarregar em 9 minutos.

1. Nasdaq tem a pior semana desde junho, e a dívida da IA vira o assunto do mercado

Torre da Nasdaq MarketSite na Times Square, em Nova York, com o logotipo da Nasdaq no telão
Nasdaq MarketSite, Times Square (imagem de contexto). Crédito: ajay_suresh / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A Nasdaq caiu 2,14% na sexta e acumulou perda de cerca de 4,5% na semana, a pior desde junho. O S&P 500 recuou 1,09% no dia. Dez dias atrás os dois índices estavam em recorde. O índice de semicondutores caiu 3,8%, no oitavo pregão seguido de queda, e perdeu 11,4% na semana. Na Coreia do Sul, onde a bolsa depende muito de SK Hynix e Samsung, o Kospi despencou 14,5% em cinco dias, a pior semana desde 2008.

O foco da ansiedade são as “neoclouds”, empresas que alugam poder de computação para a IA, e a mais exposta é a CoreWeave. A ação caiu quase 12% na sexta e perdeu um quarto do valor na semana. Segundo a CNBC, um título da empresa com vencimento em 2031, emitido em abril pagando 9,75%, chegou perto de 16% de rendimento durante a semana, e o seguro contra calote (CDS de cinco anos) passou de 1.000 pontos-base. Jensen Huang, da Nvidia, que é acionista da CoreWeave, disse na quinta que a situação financeira dela é estável e “melhora a cada dia”. O analista Gil Luria, da D.A. Davidson, resumiu à CNN: a demanda por IA é real, mas essas empresas são “a fatia subprime” da aposta. Juros altos e o petróleo Brent tocando US$ 110 completam o quadro.

Fontes: CNN (via ABC17) · CNBC

Contexto: a Anthropic vendo o IPO esfriar e a TSMC batendo recorde — Resumão 15/10.

2. China propõe controlar a exportação de 23 tecnologias de IA

O Ministério do Comércio e o Ministério da Ciência e Tecnologia da China abriram consulta pública para revisar o catálogo de tecnologias com exportação proibida ou restrita. São 40 itens novos: 23 de IA (grandes modelos, agentes inteligentes, clusters de computação e processamento de informação), 5 de biomedicina (terapia celular e gênica, entre outros) e 12 de energia solar (polissilício, wafers e células). Em paralelo, o ministério vai aplicar um registro prévio para quem quiser exportar essas tecnologias.

Pequim diz que revisa o catálogo desde 2001 e que a mudança não mira nenhum país. No caso da IA, cita o risco de uso de código malicioso gerado por IA contra infraestrutura sensível. O detalhe que interessa a quem desenvolve: tecnologia que já está em domínio público, por código aberto ou artigo acadêmico publicado, fica de fora. A consulta vai até 15 de novembro, então ainda é proposta, não regra final.

Fontes: Xinhua · Ministério do Comércio da China (aviso, em chinês) · China Daily

Contexto: a disputa de chips com a ASML na China — Resumão 03/10.

3. Índia relata agentes de IA de vários laboratórios dentro de sistemas de empresas locais

O CERT-In, a agência de resposta a incidentes cibernéticos da Índia, disse ter recebido “várias comunicações voluntárias” de fornecedores de modelos de IA: durante testes e avaliações na internet aberta, os agentes deles chegaram a sistemas em produção de organizações indianas e “excederam a autorização” das tarefas que tinham recebido. Entraram por credenciais e configurações esquecidas em apps, repositórios públicos de código e permissões de nuvem amplas demais.

Segundo o TechCrunch, o caso indiano tem dois agravantes em relação aos anteriores: os agentes leram dados pessoais e documentos confidenciais de empresas, e vieram de vários fornecedores, não de um só. O CERT-In não deu nomes de laboratórios nem de vítimas, e não disse se algo foi alterado. Como nos casos de julho, as organizações afetadas não perceberam a invasão sozinhas. A lição prática é velha, mas ficou urgente: chave de API em repositório público agora é encontrada por máquina, não só por gente.

Fonte: TechCrunch

Relacionado: quando os agentes da Anthropic saíram do controle (Resumão 09/10) · Segurança em IoT: sua lâmpada inteligente é um risco.

4. Replit diz que trocou a Anthropic pela OpenAI, e a Anthropic abre a casa para avaliadores externos

No palco do TechCrunch Disrupt, Amjad Masad, CEO da Replit, disse que a empresa não trabalha mais com a Anthropic, por custo, parceria e desempenho. “Acho que o ChatGPT está melhor agora”, afirmou, citando o benchmark próprio da Replit, em que os modelos Sol e Astra da OpenAI se saem melhor criando apps do zero. A Replit já tinha anunciado parceria com a OpenAI em agosto. Só que uma pessoa próxima da relação disse ao TechCrunch que a parceria com a Anthropic continua de pé, e um post do blog da Replit no fim de setembro ainda citava modelos Claude em produção. Masad também contou que contratos corporativos saíram de 2% para cerca de 15% da receita em um ano.

Do lado da Anthropic, a semana foi de abrir a porta. A empresa colocou seis pesquisadores da METR, ONG que avalia modelos de fronteira, com acesso “de funcionário”: hardware da empresa, mesa no escritório e ferramentas internas parecidas com as da própria equipe de risco. A METR vai publicar suas análises e a Anthropic não pode vetar, só exigir que se tirem informações de categorias definidas antes (dados de clientes, sigilo jurídico, arquitetura dos modelos). A SecureBio revisa o capítulo sobre armas químicas e biológicas do relatório de risco de agosto.

Fontes: TechCrunch (Replit) · Anthropic · TechCrunch (METR)

Relacionado: A interseção maker + IA: ChatGPT projeta seu circuito.

5. Disney paga US$ 60 milhões por ano para levar 66 pessoas da Character.AI

Os números saíram do pedido de recuperação judicial (Chapter 11) da controladora da Character.AI, que contamos aqui no dia 14. A Disney vai pagar US$ 60 milhões por ano a 66 funcionários da startup, mais um fundo de retenção de US$ 30 milhões, e estima gastar US$ 180 milhões em salários e retenção nos próximos três anos. Dos 66, 56 já pediram demissão da Character.AI; os outros 10 esperam atualização de visto de trabalho nos EUA.

A Disney também ofereceu US$ 20 milhões por ativos da empresa, incluindo parte da propriedade intelectual e da tecnologia, e outros interessados podem fazer propostas até 20 de novembro, tudo sob supervisão do tribunal de falências. O movimento vem semanas depois de a Disney demitir algumas centenas de pessoas, inclusive da área de tecnologia, e depois de contratar o então CEO da Character.AI, Karandeep Anand, como seu primeiro chefe de tecnologia da empresa inteira. Quem paga essa conta é a ideia de que, em IA, o ativo é o time.

Fonte: Business Insider

6. Elorian lança o Glimpse, um modelo que volta a olhar a imagem enquanto pensa

A Elorian, startup de Palo Alto que levantou US$ 55 milhões antes de ter produto, lançou seu primeiro modelo, o Glimpse, em prévia de pesquisa com API e interface de chat. A tese do CEO Andrew Dai, ex-Google DeepMind, é que os modelos atuais ainda não “enxergam” de verdade: olham a imagem uma vez, transformam em tokens e passam a raciocinar só em texto. O Glimpse volta à fonte no meio do raciocínio: recorta uma região, puxa quadros específicos de um vídeo ou roda código para medir e comparar, um “rascunho visual”.

A ideia não é inédita (a OpenAI já fazia recorte e zoom nos modelos da série o em 2025), mas a Elorian diz ter construído o modelo inteiro em torno disso, com algumas centenas de GPUs. Pelas avaliações da própria empresa, ele supera o GPT-6 Astra em leitura de gráficos científicos e legendas de vídeos curtos. Custa US$ 0,60 por milhão de tokens de entrada e US$ 3 por milhão de saída. Os primeiros clientes visados são empresas de robótica, laboratórios e mídia; o plano de longo prazo é usar a visão para controlar robôs.

Fonte: TechCrunch

Relacionado: Edge AI: inteligência na ponta dos dedos.

7. O Roadster da Tesla sobe parede, dá cambalhota e voa (mas não na sua rua)

Protótipo vermelho do Tesla Roadster de nova geração estacionado ao lado de um Cybertruck
Protótipo do Roadster exibido em 2020, não a versão do evento (imagem de contexto). Crédito: Steve Jurvetson / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Nove anos depois do anúncio, a Tesla mostrou o Roadster de nova geração na noite de quinta (15/10, horário dos EUA), numa instalação da SpaceX no Texas. Controlado remotamente, o carro subiu uma rampa vertical de vários andares grudado por um sistema de sucção com ventoinhas fornecido pela SpaceX (até 2 G, segundo a The Verge), usou propulsores de gás frio para virar no ar e descer, saltou por cima do resto da linha da Tesla e, segundo a empresa, fez de 0 a 96 km/h em 0,81 segundo. O “combustível” é ar comprimido: dois tanques que somam 600 litros, com cerca de 250 kg de ar, e dez bicos.

Depois do evento, a Tesla publicou três versões. A Performance, de rua, promete 0 a 96 km/h abaixo de 1,6 s e mais de 480 km de autonomia. A Thrust soma propulsores traseiros e terá lançamento limitado. A Rocket, de um lugar só e capaz de voar, é “só por convite” e não tem aprovação para vias públicas. Musk promete produção em 2028; o primeiro protótipo, de 2017, prometia entregas em 2020. O próprio Musk admitiu que não é “um carro otimizado para segurança”. É, acima de tudo, uma vitrine de engenharia Tesla + SpaceX.

Vídeo oficial da Tesla: “Roadster | The Last Best Driver’s Car” (canal oficial da Tesla no YouTube).

Fontes: The Verge · The Guardian · Tesla (evento completo no YouTube)

Relacionado: De Volta Para o Futuro II: o que 2015 acertou (e errou feio) · Elon Musk: o homem mais polêmico da tecnologia.

Maker & Prototipagem

ESP-IDF para VS Code 2.3.0: “peça à IA para corrigir” e servidores MCP da Espressif

A Espressif lançou a versão 2.3.0 da extensão do ESP-IDF para VS Code (funciona também no Cursor). Quando um build falha, aparece o botão “Ask AI to fix”, que abre o chat de IA do editor já com a saída do erro no prompt. A extensão também passa a registrar sozinha dois servidores MCP da Espressif: um de busca semântica na documentação oficial (em inglês e chinês) e outro do ESP Component Registry, para procurar componentes e a documentação deles. É preciso fazer login com GitHub ou WeChat, usado só para limitar o volume de consultas.

Para quem vive no ciclo compilar-gravar-testar, há um comando novo que compila, grava só a partição do app e abre o monitor serial, o que economiza tempo quando você não mexeu no bootloader. E a depuração passou a carregar sozinha os arquivos gdbinit do projeto, o que deve dar fim ao famoso “?? Unknown Source” na pilha de chamadas sem configurar nada à mão.

Fonte: Espressif Developer Portal

Na bancada: ESP32 como interface física de LLM local com Ollama.

Duas placas carrier Xerxes Pi 2026, vistas de frente e de trás, com conector RJ45 e slot M.2
Xerxes Pi 2026. Imagem de divulgação: Rapid Analysis, via CNX Software

Xerxes Pi 2026 e Xerxes Nano: placas para home lab com Raspberry Pi e Jetson (campanha no Kickstarter)

A Rapid Analysis voltou ao Kickstarter com duas placas carrier. A Xerxes Pi 2026 recebe Raspberry Pi CM4, CM5 e módulos compatíveis, tem slot M.2 para SSD NVMe embaixo, Ethernet gigabit com PoE/PoE+ opcional, conector Qwiic para I2C e áudio I2S e mede 120 × 40 mm, para ficar em pé num rack de 1U. A Xerxes Nano é para Jetson Orin Nano e Turing RK1 e acrescenta M.2 PCIe Gen 3, gaiola SFP+ e OCuLink para ligar GPU externa.

O lado aberto do projeto: os arquivos KiCad da Xerxes Pi 2026 estão no GitHub, a ferramenta de gerenciamento é open source (por enquanto só para macOS) e os racks são impressos em 3D. A campanha já passou da meta de cerca de US$ 7 mil; as recompensas começam em US$ 49, e a CNX cita envio previsto para dezembro de 2026. É campanha de financiamento coletivo, não produto entregue: vale o cuidado de sempre.

Fontes: CNX Software · Kickstarter

Na bancada: LLMs locais: sua IA, seu hardware · PCB design com KiCad · De protótipo a produto.

Placas Sprout ao lado de um iPod de 4ª geração e de um iPod mini com tela mostrando AirPods conectados
Sprout Pi e Sprout Pico com iPods clássicos. Imagem de divulgação: Certain Things via Crowd Supply

Sprout: placa-mãe aberta com RP2350 para ressuscitar iPod antigo (em breve no Crowd Supply)

A Certain Things, de Londres, mostrou o Sprout, uma placa que substitui a placa lógica inteira do iPod de 3ª e 4ª geração e do iPod mini. A tela, a carcaça e a click wheel originais ficam; a instalação é com chave de fenda e espátula, sem solda. A versão Pico roda num Raspberry Pi RP2350; a versão Pi acrescenta um Compute Module Zero para tocar Spotify e Apple Music por streaming. Ambas trazem Bluetooth (dá para usar AirPods), Wi-Fi, DAC Cirrus Logic CS43131 na saída de fone, USB-C e microSD de até 2 TB. O firmware foi escrito do zero imitando a interface original.

Hardware sob CERN-OHL-S v2, firmware sob MPL-2.0 e documentação, com as notas de engenharia reversa da tela e da click wheel, sob CC BY 4.0. A página no Crowd Supply ainda está como “em breve”, sem preço nem data, e a empresa avisa que o streaming é prova de conceito e pode mudar até o lançamento.

Fontes: Crowd Supply · Circuit Digest

Relacionado: O fim do MP3 e a volta do vinil · Raspberry Pi: o computador que cabe na palma.

Nota rápida: roteador Wi-Fi 7 vira receptor SDR de 320 MSps

O projeto open source w1700k-sdr transforma o roteador Wi-Fi 7 Gemtek W1700K num receptor de rádio definido por software: o chip MediaTek MT7996 captura amostras I/Q de 14 bits a até 320 milhões por segundo nas faixas de 2,4, 5 e 6 GHz e manda tudo por 10 GbE para um PC Linux, com espectro e cascata no navegador. Só recebe, não transmite. Exige trocar o firmware, um adaptador serial de 3,3 V e placa de rede de 10 GbE no PC. O autor fez engenharia reversa da inicialização do rádio para não depender do firmware proprietário da MediaTek.

Fontes: CNX Software · GitHub do projeto

Robótica

Humanoide Digit desfocado ao fundo, com os logotipos da Agility Robotics e da Nyobolt
Digit com as marcas da Agility e da Nyobolt. Imagem de divulgação: Agility Robotics

Digit 5 promete recarregar em 9 minutos e trabalhar mais de 20 horas por dia

A Agility Robotics escolheu a britânica Nyobolt para a bateria do humanoide Digit 5. A meta é 90 minutos de trabalho para 9 de recarga, uma proporção de 10 para 1, contra 2 para 1 no Digit 4. Na conta da empresa, isso dá mais de 20 horas de trabalho em 24, ou mais de dois turnos. Em humanoide de armazém, bateria é modelo de negócio: robô parado na tomada não paga o investimento.

São metas de projeto, não resultados de campo: o acesso antecipado ao Digit 5 com essa bateria está previsto para o primeiro semestre de 2027. A Agility também está a caminho da bolsa, pela fusão com a Churchill Capital Corp XI, com fechamento esperado no quarto trimestre.

Fonte: Agility Robotics (comunicado)

Mais fundo: ROS 2, o sistema operacional dos robôs.

Chery abre pré-venda global do Mobo, humanoide doméstico da AiMOGA

A AiMOGA, braço de robótica da montadora chinesa Chery, vai mostrar oficialmente o Mobo, seu primeiro humanoide de consumo, e abrir pré-encomendas globais no encontro internacional de usuários da Chery, em Wuhu, de 19 a 23 de outubro. Ele tem 22 graus de liberdade e usa o sistema MoAgent, que segundo a empresa divide pedidos complexos em etapas, reconhece objetos, desvia de obstáculos e lembra hábitos de cada pessoa da casa, “com proteção de privacidade desde o projeto”.

O comunicado não traz preço nem prazo de entrega. Pré-venda não é produto entregue, e um robô que memoriza a rotina da família merece leitura atenta da política de dados. A AiMOGA diz já ter entregado mais de 3 mil robôs de outros modelos (atendimento, polícia de trânsito, varejo) em mais de 60 países.

Fonte: Chery / GlobeNewswire

Stryker investe US$ 400 milhões na CMR Surgical, do robô cirúrgico Versius

A Stryker, gigante americana de equipamentos médicos, investiu cerca de US$ 400 milhões na britânica CMR Surgical, com opção exclusiva de comprar o restante da empresa no futuro. Ela também vira agente de vendas exclusivo do Versius nos EUA. O Versius é um robô modular e compacto, pensado para caber em salas cirúrgicas comuns, e segundo a CMR já foi usado em 45 mil procedimentos em mais de 30 países. A versão Versius Plus tem liberação da FDA (510(k)) para retirada de vesícula. O negócio ainda depende de aprovações regulatórias.

Fonte: The Robot Report

Nota rápida: a robótica ainda está na “era do Lego”

No podcast Equity, do TechCrunch, Amulya Vishwanath, que passou sete anos cuidando do marketing de produto das plataformas de robótica da Nvidia e hoje investe em IA física, defendeu que a robótica ainda está na “era do Lego”: atuadores, mãos, software e normas de segurança continuam sendo reconstruídos, peça por peça. Por isso ela duvida de um “momento ChatGPT” iminente puxado por um único modelo de base. Um bom contraponto para a enxurrada de demos de humanoide.

Fonte: TechCrunch (Equity)

Contexto: o humanoide aberto RP1 — Resumão 15/10.

Resumo pro café: a semana terminou com o mercado perguntando quem paga a conta da IA, e a resposta começou pela ponta mais endividada. Enquanto isso, a China quer decidir que IA pode sair do país, agentes seguem entrando onde não foram chamados, e o talento continua sendo o ativo mais caro do setor. Na bancada, IA ajudando a depurar ESP32, home lab com cara de rack e iPod de 2004 com AirPods; na robótica, bateria virando argumento de venda. Amanhã tem mais Resumão Tech.

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Imagem de destaque: Nasdaq MarketSite, por ajay_suresh / Wikimedia Commons (CC BY 2.0).

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