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  • Mira Murati: a engenheira que construiu o ChatGPT e saiu da OpenAI no auge

    Mira Murati: a engenheira que construiu o ChatGPT e saiu da OpenAI no auge

    Se Sam Altman é o rosto da OpenAI, Mira Murati era o cérebro. A engenheira que liderou a criação do ChatGPT, do GPT-4 e do DALL-E deixou a empresa em 2024 — e o Vale do Silício inteiro quer saber o que ela vai fazer depois.

    Mira Murati foi CTO (Chief Technology Officer) da OpenAI de 2018 a 2024. Foi sob a liderança técnica dela que o ChatGPT saiu do laboratório e virou o produto que mudou o mundo.

    Da Albânia ao Vale do Silício

    Murati nasceu na Albânia em 1988, cresceu no Canadá e se formou em engenharia mecânica no Dartmouth College. Começou a carreira na Tesla, trabalhando no Model X. Depois passou pela Leap Motion (startup de realidade virtual) antes de chegar à OpenAI em 2018.

    Na OpenAI, ela escalou de pesquisadora pra CTO em tempo recorde. Foi ela quem liderou a transformação do GPT de projeto de pesquisa pra produto comercial — algo que cientistas normalmente odeiam fazer, mas Murati navegou com maestria.

    O lançamento do ChatGPT e a saída polêmica

    Em novembro de 2022, Murati foi uma das vozes decisivas pra lançar o ChatGPT como “research preview” — uma jogada que muitos dentro da OpenAI achavam arriscada. O resto é história: 100 milhões de usuários em 2 meses.

    Em novembro de 2023, durante o caótico fim de semana em que o board demitiu Sam Altman e depois recontratou, Murati foi nomeada CEO interina por 48 horas. Ela foi uma das poucas figuras que saiu da crise com reputação intacta.

    Em setembro de 2024, Murati anunciou sua saída da OpenAI. Motivo oficial: “quero criar tempo e espaço para exploração própria”. Motivo real (especulado): desentendimentos sobre a direção da empresa e o ritmo de lançamento de produtos.

    O que vem depois

    Nos meses seguintes à saída, Murati vem sendo cortejada por investidores pra fundar sua própria empresa de IA. Rumores sugerem algo focado em agentes de IA pra produtividade — uma competidora direta da OpenAI no mercado que ela ajudou a criar.

    Independente do que vier, Murati já é uma das engenheiras mais influentes da história da tecnologia. A pessoa que transformou pesquisa de ponta em produto que 200 milhões de pessoas usam. Nada mal pra quem começou na Albânia e foi parar no centro da maior revolução tecnológica do século.

  • Satya Nadella: o CEO discreto que transformou a Microsoft na empresa mais valiosa do mundo

    Satya Nadella: o CEO discreto que transformou a Microsoft na empresa mais valiosa do mundo

    Quando Satya Nadella assumiu a Microsoft em 2014, a empresa era sinônimo de passado: Windows, Office, atraso. Dez anos depois, ela é a segunda empresa mais valiosa do planeta — e a peça central da revolução da IA.

    Nadella é o CEO da Microsoft desde 2014 e, sob sua liderança, a empresa fez o que parecia impossível: deixou de ser a “dinossaura” de Redmond pra virar a empresa mais quente de tecnologia corporativa.

    Satya Nadella: o CEO discreto que transformou a Microsoft na empresa mais valiosa do mundo
    Wikimedia Commons — CC BY-SA 4.0, autor Brian Smale and Microsoft

    O cara que matou o “Windows First”

    Indiano, formado em engenharia elétrica e com MBA pela Universidade de Chicago, Nadella entrou na Microsoft em 1992. Durante 22 anos, subiu discretamente até se tornar CEO — sucedendo Steve Ballmer, que havia presidido a era mais estagnada da história da Microsoft.

    A primeira coisa que Nadella fez: matar a cultura “Windows First” que sufocava a empresa. Ele apostou em cloud (Azure), abriu o Office pra iOS e Android, comprou o LinkedIn por US$26 bilhões, e abraçou o open source — colocando Linux nos data centers da Microsoft.

    O resultado: a Microsoft passou de US$300 bilhões pra mais de US$3 trilhões em valor de mercado.

    O gênio por trás da jogada OpenAI

    O maior lance de Nadella foi em 2019: ele investiu US$1 bilhão na OpenAI, uma startup de IA que ninguém levava muito a sério. Foi a melhor aposta individual da história corporativa. Quando o ChatGPT explodiu em 2022, a Microsoft era a principal parceira — e injetou mais US$10+ bilhões nos anos seguintes.

    Hoje, toda a IA da Microsoft roda na infraestrutura Azure: o próprio ChatGPT, o Copilot (integrado no Windows e Office), os agentes empresariais. Nadella posicionou a Microsoft como “a plataforma da IA” — e está funcionando.

    Liderança discreta, resultados gigantes

    Nadella é o anti-Musk: discreto, sem polêmicas, focado em execução. Publicou um livro (Hit Refresh) sobre liderança empática. Sob seu comando, a Microsoft se tornou a empresa mais valiosa do mundo em vários momentos entre 2024 e 2026.

    E o mais impressionante: ele fez isso sem ser o fundador. A Microsoft já existia havia 40 anos. Nadella simplesmente a reinventou. É a prova de que liderança importa — muito.

  • Sam Altman: o cara que trouxe o ChatGPT pro mundo (e agora tá em apuros)

    Sam Altman: o cara que trouxe o ChatGPT pro mundo (e agora tá em apuros)

    Se tem uma pessoa que define o hype da inteligência artificial em 2026, é Sam Altman.

    Sam Altman é o CEO e cofundador da OpenAI — a empresa por trás do ChatGPT. Se você já usou IA pra escrever um email, gerar uma imagem ou pedir ajuda com código, provavelmente foi tecnologia que saiu de uma empresa comandada por ele.

    Sam Altman: o cara que trouxe o ChatGPT pro mundo (e agora tá em apuros)
    Wikimedia Commons — CC BY 2.0, autor TechCrunch

    De empreendedor teen a CEO mais vigiado do planeta

    Altman nasceu em 1985 em Chicago e começou a empreender cedo: aos 19 anos, largou Stanford pra fundar a Loopt, um app de localização social. Não deu certo, mas chamou atenção de gente grande: o investidor Paul Graham o convidou pra liderar a Y Combinator, a aceleradora de startups que criou Airbnb, Dropbox, Stripe e Reddit.

    Em 2015, Altman cofundou a OpenAI com Elon Musk e outros investidores. A missão original: criar inteligência artificial que beneficiasse a humanidade. Mas em 2018 Musk saiu brigado, e Altman assumiu o controle total. Em 2022, ele lançou o ChatGPT — e o mundo nunca mais foi o mesmo.

    O homem de $80 bilhões que admite que existe bolha

    A OpenAI foi avaliada em mais de US$80 bilhões e tem a Microsoft como principal investidora, com mais de US$13 bilhões injetados. Mas 2026 não está sendo gentil com Altman: o app Sora (geração de vídeo) foi fechado, a Disney desistiu de investir US$1 bilhão, o GPT-5 não saiu até agora, e o próprio Altman admitiu publicamente que existe uma “bolha de IA”.

    Enquanto isso, concorrentes como a Anthropic e a chinesa DeepSeek estão mordendo os calcanhares da OpenAI — e em alguns casos, ultrapassando.

    Visionário ou vendedor de hype?

    Altman é uma figura polêmica. Fãs o veem como o Steve Jobs da IA — alguém que enxerga o futuro antes dos outros. Críticos dizem que ele é um mestre do hype que construiu uma empresa insustentável em cima de promessas. A verdade provavelmente está no meio: Altman tem faro pra tendências e talento pra executar, mas também exagera — e o mercado está começando a cobrar a conta.

    Curiosidade: Altman é “prepper” — ele tem um bunker, estoque de armas, ouro e remédios pra caso a civilização colapse. O cara que criou o ChatGPT tem medo do futuro que a IA pode trazer. Pense nisso.