Bom dia! Este é o Resumão Tech da segunda-feira, 19 de outubro de 2026. A semana começou com uma reportagem da Reuters que mostra um único invasor usando um exército de agentes de IA para entrar em mais de 100 sites, gastando uns US$ 5 mil em tokens. A Amazon lançou o TorchNeuron, que leva código PyTorch para os chips Trainium trocando uma linha de configuração, e a Tenstorrent, de Jim Keller, captou US$ 1,5 bilhão para vender computação aberta. Os EUA tornaram público o banimento do DeepSeek nas agências civis, a Microsoft passou a tratar agentes de IA como “funcionários de dentro” que podem sair do trilho, e a Amazon também vai bancar o estudo de 12 pequenos reatores nucleares num antigo terreno de usina a carvão. Na bancada, uma caixinha chinesa que quer brigar com o DGX Spark, conversores de nível abertos por menos de € 5 e um Arduino que canta passarinho. Na robótica, a sonda japonesa MMX decolou com o rover Idefix rumo a Fobos, o humanoide do KAIST passou a carregar peso e o robô-cão Quaddle mostra que brinquedo também é plataforma.
1. Um hacker, um exército de agentes de IA e mais de 100 sites invadidos por uns US$ 5 mil
A Reuters publicou na segunda (19/10) a história de Snorre Fagerland, pesquisador da empresa de segurança NorForge. Varrendo a internet atrás de instâncias expostas por descuido do Cairn, uma plataforma open source que se descreve como “motor de resolução de problemas” com agentes de IA, ele achou, a partir de 2 de outubro, umas duas dúzias delas sendo usadas para crime e passou a acompanhar os invasores por cima do ombro. O mais ativo, que escrevia em chinês, soltou os agentes a partir de 25 de setembro contra sites de comércio eletrônico dos EUA, Canadá, Austrália e Japão. As instruções cabiam em menos de 100 caracteres chineses; até o fim da semana passada, os agentes já tinham tentado mais de 1.200 sites.
A Reuters identificou entre as vítimas a Deere, a SharkNinja e a Cummins. Cada invasão bem-sucedida levava cerca de 23 horas de tentativa e erro, e Fagerland estima que a campanha, misturando DeepSeek e Claude Code, consumiu uns US$ 5.000 em tokens, perto de US$ 50 por invasão. A Deere diz que não há indício de acesso a dados sensíveis, a SharkNinja fala num site isolado de suporte e a Cummins investiga um site de um fornecedor; a Reuters não conseguiu apurar quanto dado foi realmente levado. Outro invasor monitorado roubou dados de cartão de crédito. O criador do Cairn diz que a ferramenta “nunca foi de hacking”. O recado é que o custo de atacar despencou: o que antes pedia uma equipe agora pede um prompt curto e paciência de máquina.
Fontes: Reuters (via Investing.com) · The Verge · The Business Times
Relacionado: OpenCode invadida e seis agentes atrás de um reembolso impossível (Resumão 18/10) · Segurança em IoT: sua lâmpada inteligente é um risco.
2. Amazon lança o TorchNeuron e mira a maior vantagem da Nvidia: o software

A Amazon apresentou na segunda o TorchNeuron, um backend nativo do PyTorch para os chips AWS Trainium (Trainium2 e Trainium3). Na prática, o código que hoje manda o modelo para a GPU com .to("cuda") passa a rodar no chip da Amazon com .to("neuron"), sem reescrever o resto; o modo eager, o torch.compile e as bibliotecas de treino distribuído funcionam como estão. O TorchNeuron sai em beta público e, segundo a empresa, vira open source sob licença Apache 2.0 hoje, 20/10, na PyTorch Conference North America.
A Amazon diz que cerca de 85% dos pesquisadores e desenvolvedores de IA escrevem em PyTorch, e é aí que mora a força da Nvidia: anos de trabalho fazendo o CUDA casar perfeitamente com o framework. Além do backend, a Amazon promete mandar para o PyTorch principal mudanças que tiram do código amarrações a chips específicos. Colin Brace, vice-presidente da Annapurna Labs, citou ao TechCrunch o caso da Deepgram, que diz processar 70% mais áudio por dólar no Trainium. AMD e Apple já oferecem caminhos parecidos; a diferença aqui é o pacote com a nuvem inteira da AWS.
Fontes: About Amazon (anúncio oficial) · Blog do PyTorch · TechCrunch · Reuters (via Investing.com)
Contexto: Renderização e GPUs: o cinema financiou sua placa de vídeo.
3. Tenstorrent, de Jim Keller, capta US$ 1,5 bilhão e vale US$ 6,2 bilhões

A Tenstorrent fechou uma rodada Série E de US$ 1,5 bilhão, com avaliação de US$ 6,2 bilhões depois do aporte, liderada pela Trace Capital e pela Innovation X, com Fidelity, T. Rowe Price, ARK Invest, Morgan Stanley e Sandisk, entre outros. O dinheiro vai para colocar em escala os servidores Galaxy, que rodam modelos de pesos abertos de linguagem e de geração de vídeo, e para avançar a propriedade intelectual que a empresa licencia: a CPU RISC-V TT-Ascalon e os núcleos de IA Tensix, já usados por clientes como Samsung e LG.
Segundo o TechCrunch, a avaliação é mais que o dobro dos US$ 2,6 bilhões do fim de 2024 e chega cinco meses depois de relatos de interesse de compra de Intel e Qualcomm, por até US$ 5 bilhões. Keller, o projetista por trás do Apple A4/A5, do AMD Zen e do chip de direção autônoma da Tesla, disse à Bloomberg que a empresa preferiu seguir independente depois de mostrar que o Galaxy roda os modelos do DeepSeek. A aposta da Tenstorrent é vender a mesma arquitetura em todos os tamanhos, de uma placa de estação de trabalho até um supercluster, com pilha de software aberta. Junto com o TorchNeuron, foi um dia de desafiantes da Nvidia mostrando os dentes.
Fontes: Tenstorrent (anúncio oficial) · TechCrunch · Reuters (via Investing.com)
Na bancada: LLMs locais: sua IA, seu hardware, suas regras.
4. EUA tiram o DeepSeek de todas as agências civis do governo federal
O Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) tornou pública na segunda a ordem que proíbe as agências civis do governo federal, como Tesouro, Departamento de Estado e Departamento de Justiça, de usar o DeepSeek e qualquer tecnologia construída com a ajuda dos modelos da empresa chinesa. Segundo a BBC, o veto já valia desde o fim de julho; as agências do Departamento de Defesa ficam de fora da ordem. A notícia oficial sai no Federal Register nesta terça (20/10). As agências também ficam impedidas de comprar produtos e serviços da controladora, a Hangzhou DeepSeek, e precisam remover o que já estiver instalado.
Na carta reproduzida no aviso, o secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, diz que os modelos guardam dados em servidores na China, onde a lei dá ao governo ampla margem para requisitar informações, e que os serviços hospedados pela própria DeepSeek coletam dados pessoais dos usuários e rastreiam suas “impressões digitais” na internet. Exceções são possíveis, mas exigem pedido com 60 dias de antecedência e “justificativa convincente”. A CyberScoop observa que parte desses riscos de coleta de dados vale para outros modelos, chineses ou americanos. Na prática, o termo “tecnologia construída com a ajuda dos modelos” é o mais amplo da ordem, já que os pesos abertos do DeepSeek são usados como base por muita gente.
Fontes: BBC · CyberScoop · Federal Register (aviso oficial)
Relacionado: DeepSeek barateia a tarefa de agente (Resumão 17/10).
5. Microsoft: “modelos de fronteira não são confiáveis”, e o agente vira ameaça interna
A Microsoft lançou na segunda novos recursos de segurança para empresas que usam agentes de IA. O principal é o Guardian Agents, parte do Project Perception (apresentado em junho), que vigia o comportamento dos agentes que a empresa colocou para trabalhar. O Microsoft Defender passa a detectar até 60 tipos de agentes que os funcionários levam por conta própria para o trabalho, como Claude Code, Codex e OpenClaw, e há controles para limitar o acesso a dados, ajustar permissões conforme a tarefa e exigir aprovação humana quando o agente parte para uma ação arriscada.
O tom do anúncio chamou atenção. “Infelizmente, os modelos de fronteira, qualquer que seja a origem, não são confiáveis”, escreveu Hayete Gallot, chefe do negócio de segurança da Microsoft, explicando que não é por maldade, e sim porque são imprevisíveis e foram treinados para cumprir tarefas, não para seguir normas e o bom senso de uma organização. Satya Nadella resume a ideia como “separar o fornecimento de inteligência da autoridade sobre ela”. O TechCrunch lembra o conflito: a Microsoft investiu na OpenAI e na Anthropic e, ao mesmo tempo, quer vender a vigilância desses agentes. A lógica do auditor independente, porém, faz sentido, e a história do item 1 mostra por quê.
Fontes: The Official Microsoft Blog · Microsoft Security Blog · TechCrunch
Relacionado: Nadella pede freio de emergência (Resumão 10/10) · agentes da Anthropic saem do controle (Resumão 09/10).
6. Amazon vai bancar o estudo de 12 pequenos reatores nucleares onde havia uma usina a carvão
A Amazon, a X-energy e a concessionária American Electric Power (AEP) assinaram um acordo de desenvolvimento conjunto para estudar uma usina com 12 reatores modulares pequenos Xe-100, de 80 MW cada, somando 960 MW, perto do terreno da antiga termelétrica a carvão Breed, no condado de Sullivan, em Indiana. O Xe-100 é um reator de alta temperatura resfriado a hélio, com combustível TRISO, em que o urânio vem encapsulado em camadas de cerâmica. A Amazon entra com capital de desenvolvimento liberado por etapas e seria a primeira compradora da energia; a AEP seria dona e operadora.
É o segundo projeto da parceria entre Amazon e X-energy, depois de Cascade, no estado de Washington, dentro da meta de somar mais de 5 GW nucleares à rede americana até 2039. A Amazon fala em mais de mil empregos na construção e mais de cem permanentes e diz que vai pagar o custo integral sem repassar a outros consumidores. Mas, por enquanto, é estudo de viabilidade: não há licença, cronograma de obra nem garantia de que a usina saia do papel, como o próprio comunicado da X-energy deixa claro. De novo, a corrida da IA esbarra na tomada.
Fontes: About Amazon · X-energy (comunicado) · TechCrunch
Contexto: Microsoft larga data center no Reino Unido por falta de energia (Resumão 18/10) · baterias batem o gás nos data centers (Resumão 09/10).
Maker & Prototipagem

Axera AX8860P e Sipeed MaixStation: uma caixinha que quer brigar com o DGX Spark
A chinesa Axera mostrou na China International Industry Fair o AX8860P, e a CNX Software detalhou o chip na segunda. São 16 núcleos Arm Cortex-A55, NPU de até 256 TOPS em FP4, até 128 GB de LPDDR5X num barramento de 256 bits (273 GB/s, a mesma banda do DGX Spark da Nvidia), PCIe 5.0, processo de 6 nm e consumo de cerca de 40 W. A fabricante promete suporte a vLLM, SGLang, PyTorch e ONNX e APIs compatíveis com a da OpenAI. Os parceiros são conhecidos de maker: a Radxa prepara um “Pocket Supercomputer” e a Sipeed, placas PCIe MaixBlade e o MaixStation.
O MaixStation é uma caixa de 11 × 11 × 3 cm, com 32 GB ou 128 GB de memória, que se liga ao notebook por USB-C ou à rede por 10GbE e é alimentada por um carregador USB PD de 65 W. A Sipeed diz que a versão de 32 GB vai custar menos de US$ 2.000 e a de 128 GB, menos de US$ 4.000, contra US$ 6.949,99 cobrados hoje pelo DGX Spark, e publicou testes próprios em que fica levemente à frente dele. Ainda não está à venda: a campanha no Kickstarter vem “em alguns meses”, com reserva de US$ 30 que vira desconto de US$ 100. Até lá, os números de desempenho são da própria fabricante. Para quem quer rodar LLM grande em casa sem GPU de servidor, vale acompanhar.
Fonte: CNX Software
Na bancada: LLMs locais: sua IA, seu hardware, suas regras · Edge AI: inteligência na ponta dos dedos.
Olimex lança dois conversores de nível lógico abertos, a partir de € 3,95
Quem já ligou um sensor de 5 V num ESP32 ou num Raspberry Pi Pico de 3,3 V conhece o problema: no melhor caso nada funciona, no pior queima o pino. A búlgara Olimex lançou na segunda dois conversores de nível bidirecionais automáticos. O BB-LVL-SHIFT tem 15 × 13 mm, já vem com os pinos soldados para espetar na protoboard e converte duas linhas entre 1,8 V e 5,5 V, até 1 Mbps, o suficiente para I2C ou UART. Custa € 3,95. O UEXT-LVL-SHIFT (€ 4,95) converte todos os sinais do conector UEXT da própria Olimex, de 1,65 V a 5,5 V, com SPI e UART chegando a 75 Mbps em 1,8 V e 420 Mbps em 5 V.
Um detalhe que muita gente esquece: além dos sinais, é preciso ligar o GND e a alimentação dos dois lados, para o conversor saber entre quais tensões está traduzindo. Os dois projetos foram feitos no KiCad e estão no GitHub como hardware aberto, sob a licença CERN OHL v2 na variante fortemente recíproca, então dá para estudar o circuito e reaproveitá-lo na sua própria placa.
Fontes: Olimex (blog oficial) · Hackster.io · GitHub BB-LVL-SHIFT · GitHub UEXT-LVL-SHIFT
Na bancada: PCB Design com KiCad: do esquemático ao Gerber · Sensores: o guia completo do maker.
Nota rápida: Birduino, o baralho que canta passarinho
O Hackaday mostrou o Birduino, de Hannah Robertson: basta encostar uma carta no leitor para ouvir o canto da ave desenhada nela. São um Arduino Nano, um leitor RFID RC522 e um módulo MP3, num gabinete de acrílico cortado a laser. O atalho esperto foi comprar um baralho temático de aves norte-americanas e colar um adesivo NFC atrás de cada carta, em vez de desenhar e imprimir tudo. Os sons vêm de uma coletânea da Cornell com 908 espécies. É o tipo de projeto de módulos prontos que dá para montar num fim de semana com as crianças, trocando aves por bichos, instrumentos ou palavras.
Fonte: Hackaday
Robótica

MMX decolou: o rover Idefix está a caminho de Fobos
Como anunciado aqui nos últimos dois dias, a JAXA lançou a sonda MMX num foguete H3 a partir de Tanegashima às 4h41 de 20/10 no Japão, ou seja, às 16h41 de segunda-feira (19/10) no horário de Brasília. O voo correu como planejado, e a sonda se separou do foguete cerca de 71 minutos depois, já na órbita prevista. A chegada a Marte está prevista para agosto de 2027. A bordo vai o Idefix, rover franco-alemão da DLR e do CNES, que deve ser solto de 40 a 100 metros de altura sobre Fobos por volta da virada de 2028 para 2029.
A descida é sem freio: o rover quica, para, se endireita sozinho, abre os painéis solares e passa 100 dias estudando a superfície com um espectrômetro Raman e um radiômetro, ajudando a escolher onde a sonda-mãe vai pousar. Lá, a gravidade é menos de um milésimo da terrestre e a temperatura varia mais de 200 °C num ciclo de dia e noite de cerca de sete horas. Depois, a MMX desce, coleta pelo menos 10 gramas de solo e traz as amostras de volta em 2031, a primeira vez que material do sistema de Marte chegaria a um laboratório na Terra. Abaixo, a transmissão oficial do lançamento, em inglês.
Fontes: JAXA (resultado do lançamento) · DLR · ESA · The Guardian
Contexto: a missão MMX e o rover Idefix (Resumão 17/10) · a véspera do lançamento (Resumão 18/10).
KAIST Humanoid v0.9: do moonwalk para o trabalho pesado
O laboratório DRCD, do KAIST, na Coreia do Sul, publicou na segunda novos vídeos do seu humanoide. A versão 0.9 empurra objetos de até 35 kg e levanta até 20 kg, usando visão embarcada para arrumar blocos que formam a palavra “KAIST”. Os braços foram desenvolvidos com o laboratório RAILAB, e as habilidades de interação combinam aprendizado por reforço profundo com aprendizado a partir de demonstrações humanas. É a “locomanipulação de corpo inteiro”: aplicar força com os braços muda o que pernas e tronco precisam fazer para não cair.
Vale a ressalva feita pela Humanoids Daily: empurrar 35 kg sobre uma superfície não é sustentar esse peso, e o vídeo não diz como as tarefas são comandadas nem prova autonomia irrestrita ou desempenho repetido de fábrica. É uma plataforma de pesquisa avançando da agilidade para o trabalho guiado por visão.
Fontes: Humanoids Daily · KAIST DRCD Lab (YouTube)
Mais fundo: ROS 2, o sistema operacional dos robôs.

Petoi Quaddle: um robô-cão de quatro servos, e as lições de quem vende hardware aberto
O Hackster publicou uma entrevista com Rongzhong Li, que criou o projeto aberto OpenCat em 2016 e fundou a Petoi. O novo Quaddle usa só quatro servos, um por perna: quando o ombro gira para a frente, uma articulação mecânica levanta o joelho, e um amortecedor acerta o tempo do passo, ideia que Li diz ter tirado de peixes que andam em terra, como o saltador-do-lodo. O controle é um ESP32-S3, expansível com um Raspberry Pi Zero, e dá para programar por várias linguagens e IDEs, incluindo a Arduino IDE, ou até com ROS 2, além de imprimir carcaças novas em 3D.
Atenção: o Quaddle foi uma campanha no Kickstarter, já encerrada (503 apoiadores, US$ 113.921 contra meta de US$ 50 mil, com o Quaddle Builder a US$ 99 para os primeiros apoiadores), e segue aceitando apoios atrasados; não é produto em loja. A parte mais útil da entrevista é a franqueza: a Petoi já despachou mais de 30 mil robôs e, mesmo assim, fecha todo ano com um pequeno prejuízo, segundo Li. Para quem sonha transformar protótipo em produto, a lição é dele: maker constrói o que quer, empresa precisa descobrir o que os outros vão pagar para ter.
Fonte: Hackster.io
Na bancada: De protótipo a produto: como maker vira empreendedor · Impressão 3D avançada: além do PLA.
Nota rápida: Kodama capta US$ 7 milhões para robotizar a floresta
A americana Kodama, que constrói “IA física” para a silvicultura, anunciou US$ 7 milhões liderados pela Konvoy Ventures e pela Breakwater Ventures, somando US$ 14 milhões captados. A abordagem é híbrida: a máquina florestal faz sozinha as tarefas repetitivas e um operador experiente assume à distância as situações complicadas. Segundo a empresa, máquinas com o sistema já movimentaram mais de 100 mil toneladas de madeira em seis meses no sudeste dos EUA. É automação chegando pelo lado da falta de mão de obra, sem prometer o salto direto para a autonomia total.
Fontes: Kodama (comunicado via GlobeNewswire) · The Robot Report
Resumo pro café: a segunda-feira mostrou os dois lados do agente de IA. De um lado, um invasor que terceirizou o crime para uma frota de agentes por alguns milhares de dólares; do outro, a Microsoft admitindo que até o agente “do bem” precisa de vigia independente. No hardware, Amazon e Tenstorrent atacam o domínio da Nvidia pelo software e pela arquitetura aberta, e a conta de energia já passa por reatores nucleares. Na bancada, a computação de IA local fica menor e mais barata, e um conversor de € 4 continua salvando projeto. E, lá em cima, um rover de 25 kg segue para quicar em Fobos. Amanhã tem mais Resumão Tech.
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Imagem de destaque: diagrama do TorchNeuron no AWS Trainium, imagem de divulgação da Amazon (About Amazon).
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