Peter Thiel: o bilionário que aposta contra o futuro (e geralmente acerta)

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Voz do navegador · episódio narrado na Fase 2

Ele cofundou o PayPal, foi o primeiro investidor externo do Facebook (ganhou US$1 bilhão com US$500 mil), fundou a Palantir (empresa de dados que vale US$100 bi), e é um dos pensadores mais controversos do Vale do Silício.

Peter Thiel é o investidor que aposta em ideias que ninguém mais acredita — e acerta com frequência assustadora. Ele também é uma das figuras mais polarizadoras da tecnologia: defende que “competição é para perdedores”, que monopólios são bons, e que universidades são uma bolha.

Do xadrez ao PayPal

Thiel nasceu na Alemanha em 1967 e cresceu nos EUA. Era um dos melhores jogadores de xadrez sub-21 do país, formou-se em filosofia em Stanford e fez direito em Stanford também — mas nunca exerceu advocacia. Diz que foi “salvo” por um amigo que o convenceu a não ser advogado.

Em 1998, fundou a Confinity com Max Levchin. O produto original era um jeito de transferir dinheiro entre Palms Pilots (aqueles computadores de mão antigos). Quando fundiu com a X.com do Elon Musk, nasceu o PayPal. Em 2002, o eBay comprou o PayPal por US$1.5 bilhão.

A aposta no Facebook e a lenda do Vale

Em 2004, Thiel investiu US$500 mil no Facebook em troca de 10% da empresa — foi o primeiro investidor externo. Em 2012, vendeu a maior parte por mais de US$1 bilhão. ROI de 200.000%.

Depois fundou a Palantir, uma empresa de análise de dados que trabalha com agências de inteligência e governos — ajudou a localizar Osama bin Laden, segundo relatos. Também cofundou a Founders Fund, um dos fundos de venture capital mais influentes do mundo.

O pensador contracorrente

Thiel ficou famoso pelas ideias provocativas: deu bolsas de US$100 mil pra jovens LARGAREM a faculdade, defende que inovação tecnológica estagnou (“queríamos carros voadores, ganhamos 140 caracteres”), e escreveu o livro “De Zero a Um” sobre como construir monopólios em vez de competir.

Ele também é um dos raros investidores do Vale do Silício abertamente conservador, apoiou Trump e doou milhões para causas políticas polêmicas. É odiado por muitos, respeitado por todos — e continua apostando onde ninguém mais aposta.