A internet existia desde os anos 70. Mas era texto puro, usada por acadêmicos e militares. Em 10 anos — de 1990 a 2000 — ela virou a principal plataforma de comunicação, comércio e cultura da humanidade.
World Wide Web (1991): a invenção que merecia um Nobel
Tim Berners-Lee criou três tecnologias: HTML (linguagem de páginas), HTTP (protocolo de transferência) e URL (endereço). Juntas, formaram a World Wide Web. Em 1991, o primeiro site foi ao ar. Em 1993, o CERN liberou o código da web pro domínio público — ninguém precisava pagar licença pra criar sites.
Isso foi crucial: se a web fosse patenteada, talvez nunca tivesse decolado.
Netscape (1994): o navegador que abriu a web pro mundo
O Mosaic (1993) de Marc Andreessen foi o primeiro navegador com imagens. A Netscape (1994) transformou aquilo em um produto comercial — e fez um IPO histórico em 1995: a empresa valeu US$2.9 bilhões sem nunca ter dado lucro. Foi o pontapé da bolha das pontocom.
A Microsoft respondeu com o Internet Explorer — e a “guerra dos navegadores” dos anos 90 foi brutal. A Microsoft deu o IE de graça, colocou em todo Windows, e matou a Netscape. Foi condenada por práticas anticompetitivas em 2001.
Google (1998): a busca que organizou o caos
Em 1996, a web já tinha milhões de páginas. Mas os buscadores (Yahoo, Altavista) eram ruins — qualquer um podia encher a página de palavras-chave e aparecer no topo. Dois estudantes de Stanford, Larry Page e Sergey Brin, tiveram uma ideia: ranquear páginas não pelo conteúdo, mas por quantos links importantes apontavam pra elas.
Isso era PageRank. Em 1998, nasceu o Google. Em 5 anos, dominou as buscas. Em 20, virou sinônimo de internet.
O estouro da bolha (2000)
Entre 1995 e 2000, investidores jogaram dinheiro em qualquer empresa com “.com” no nome. Empresas sem receita, sem produto, só com PowerPoint, valiam bilhões. Em março de 2000, a bolha estourou. Triliões de dólares evaporaram. Das cinzas, sobreviveram Amazon, eBay, Google — as que realmente tinham modelo de negócio.

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