Em 1975, computador era coisa de governo, universidade e empresa gigante. Dez anos depois, tinha um na sala de estar do seu vizinho. Como isso aconteceu? Dois garotos numa garagem da Califórnia e uma empresa de máquinas de escrever que decidiu que o futuro era digital.
Apple II (1977): o primeiro computador que pessoas normais queriam
Steve Jobs e Steve Wozniak fundaram a Apple em 1976. O Apple I era uma placa-mãe pelada — você tinha que comprar teclado, monitor e gabinete separados. O Apple II, lançado em 1977, foi o primeiro computador que vinha montado, com teclado integrado, saída de vídeo colorida e — crucialmente — um design bonito.
Wozniak fez engenharia brilhante. Jobs fez marketing brilhante. O Apple II vendeu 6 milhões de unidades e criou o mercado de computadores pessoais.
IBM PC (1981): quando a gigante acordou
A IBM era a maior empresa de computadores do mundo, mas ignorava o mercado pessoal — até ver o Apple II vendendo como água. Em 1981, lançou o IBM PC. Mas cometeu um “erro” histórico: terceirizou o sistema operacional pra uma microempresa chamada Microsoft e o processador pra Intel.
A arquitetura “IBM PC compatível” virou padrão — e como a IBM não controlava as peças, qualquer fabricante podia fazer um “clone”. A Compaq, Dell, HP e centenas de outras explodiram. O mercado de PCs se fragmentou, os preços caíram e computadores viraram commodity.
Windows e Macintosh: a guerra das interfaces (1984-1995)
Em 1984, a Apple lançou o Macintosh — com mouse, ícones e janelas. A ideia de interface gráfica veio do Xerox PARC (laboratório de pesquisa que inventou quase tudo em computação dos anos 70 e nunca lucrou com nada).
Em 1985, a Microsoft lançou o Windows 1.0 — uma camada gráfica sobre o DOS. Era feio. Mas a Microsoft jogou o jogo longo: o Windows 3.0 (1990) já era decente, e o Windows 95 foi um fenômeno cultural — filas na madrugada pra comprar um sistema operacional. Em 1995, PC com Windows era onipresente. A revolução do computador pessoal estava completa.

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