Mark Zuckerberg: o criador do Facebook que agora quer construir a superinteligência

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Voz do navegador · episódio narrado na Fase 2

Em 2004, um calouro de Harvard lançou um site pra rankear a beleza das colegas. Vinte anos depois, ele comanda um império de 3 bilhões de usuários, perdeu US$100 bilhões em apostas no metaverso e agora lidera o laboratório de IA que quer criar inteligência sobre-humana.

Mark Zuckerberg fundou o Facebook aos 19 anos. Hoje, a Meta (empresa-mãe) controla Facebook, Instagram, WhatsApp e Threads — o maior ecossistema de redes sociais do planeta.

Da cara-de-livro ao império de dados

Zuckerberg nasceu em Nova York em 1984 e programava desde criança — o pai contratou um tutor particular de programação quando ele tinha 11 anos. Em Harvard, criou o CourseMatch (pra ver em quais matérias seus amigos estavam) e o FaceMash (comparar beleza — que quase o expulsou).

Em fevereiro de 2004, lançou o TheFacebook. Em 24 horas, 1.200 alunos de Harvard se cadastraram. Em 2006, já estava aberto pro público. Em 2012, comprou o Instagram por US$1 bilhão. Em 2014, o WhatsApp por US$19 bilhões. Em 2021, rebatizou o grupo como Meta — e apostou TODAS as fichas no metaverso.

A aposta que queimou US$100 bilhões

A Meta gastou mais de US$60 bilhões desenvolvendo VR/AR, headsets Quest e o tal metaverso. O resultado? O Horizon Worlds, o mundo virtual da Meta, virou piada — avatares sem pernas, salas vazias. A ação despencou 75%. Em 2023, Zuckerberg fez o “ano da eficiência”: demitiu 21 mil pessoas e cortou projetos.

Mas pivoteou rápido. Em 2024-2025, reposicionou a Meta como líder em IA open-source. Lançou o Llama — uma família de modelos de IA abertos que compete com GPT e Claude. Em abril de 2026, anunciou o primeiro modelo do “Superintelligence Lab” da Meta.

O paradoxo Zuckerberg

Poucas figuras são tão paradoxais: criou a ferramenta que conectou 3 bilhões de pessoas — e também a que mais coletou dados privados na história. Defende open-source em IA — enquanto a Meta é acusada de monopólio. É robótico em público — mas um dos líderes mais resilientes do Vale.

Zuck já foi o garoto-prodígio, virou o vilão (obrigado, filme “A Rede Social”), depois o meme do metaverso, e agora é o cara que está construindo a superinteligência com código aberto. Em 2026, ninguém sabe exatamente o que ele é. Talvez nem ele.