Antes de existir computador potente o suficiente, as trajetórias dos foguetes da NASA eram calculadas À MÃO por um grupo de mulheres negras — “computadores humanos”. Katherine Johnson era a melhor delas. John Glenn se recusou a voar até ELA conferir os números.
Katherine Johnson nasceu em 1918 na Virginia Ocidental. Aos 10 anos, já estava no ensino médio. Aos 18, formou-se em matemática e francês com as maiores honras. Mas, nos EUA segregados dos anos 50, suas opções eram limitadas: ou professora ou nada.
Em 1953, a NACA (predecessora da NASA) começou a contratar mulheres negras como “computers” — calculadoras humanas que faziam contas complexas à mão. Katherine foi contratada e, em pouco tempo, sua precisão e inteligência a tornaram indispensável.
O voo que dependeu dela
Em 1962, John Glenn seria o primeiro americano a orbitar a Terra. Os novos computadores IBM tinham calculado a trajetória de reentrada, mas ninguém confiava totalmente nas máquinas. Glenn fez uma exigência direta: “Chamem a moça. Se ela disser que está certo, eu voo.” A moça era Katherine Johnson.
Ela recalculou tudo à mão. Confirmou os números. Glenn voou, orbitou a Terra 3 vezes e voltou em segurança. A missão foi um sucesso — graças em parte à matemática que ignorava e à mulher que o país fingia não ver.
Katherine também calculou a trajetória da Apollo 11 (1969) e da Apollo 13 (1970) — quando a missão quase se tornou tragédia, foram os cálculos dela e de sua equipe que trouxeram os astronautas de volta.
Sua história só se tornou amplamente conhecida em 2016, com o filme “Estrelas Além do Tempo” — ela tinha 98 anos e viveu pra ver. Recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade em 2015. Morreu em 2020, aos 101 anos.

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