Bel Pesce é um daqueles casos que divide opiniões — e talvez por isso mesmo seja tão interessante. Chamada de “a menina do Vale” (título do seu primeiro livro, que vendeu centenas de milhares de cópias), ela estudou no MIT, trabalhou no Google, na Microsoft e no Deutsche Bank, e fundou a FazINOVA — uma escola de habilidades empreendedoras e digitais que impactou mais de 2 milhões de alunos no Brasil.
A trajetória meteórica
Bel passou no vestibular do MIT aos 17 anos — e foi bancando tudo como bolsista. No MIT, fez engenharia elétrica e ciência da computação, além de administração e economia na Sloan School. Trabalhou em inteligência artificial no Google, em sistemas financeiros de alta frequência no Deutsche Bank, e liderou projetos de software na Microsoft.
Mas foi com a FazINOVA que ela encontrou sua vocação: democratizar o acesso a conhecimentos de empreendedorismo, tecnologia e habilidades profissionais. A escola oferece cursos online e presenciais, com metodologia prática focada em “skills” — não diplomas. O modelo foi escalado para milhares de alunos e gerou reconhecimento internacional.
A crítica que Bel recebe é a de que seu discurso às vezes simplifica demais a relação entre esforço e sucesso — ignorando privilégios estruturais. Ela respondeu a essas críticas evoluindo seu discurso, reconhecendo que talento é distribuído igualmente mas oportunidade não, e focando cada vez mais em acessibilidade. Independente da polêmica, Bel Pesce colocou educação empreendedora no vocabulário de uma geração de brasileiros — e isso ninguém tira.

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