8 de março de 2014. O voo MH370 da Malaysia Airlines decola de Kuala Lumpur às 00h41, horário local. A bordo: 239 pessoas. Destino: Pequim. À 1h19, a última transmissão de voz: “Boa noite, Malaysian 370.” À 1h21, o transponder — o dispositivo que permite ao controle de tráfego identificar o avião no radar — é desligado. O Boeing 777-200 simplesmente desaparece. Nove anos depois, 239 famílias ainda não sabem o que aconteceu com seus filhos, pais, irmãos.
A rota impossível
Dados de radar militar e satélites mostraram que o MH370 não caiu onde deveria. Após perder contato, o avião fez uma curva fechada para oeste, cruzou a Malásia, contornou a ilha de Penang — a cidade natal do piloto, Zaharie Ahmad Shah — e seguiu para o Oceano Índico. Sete horas depois, os motores enviaram um último ping automático para um satélite. O avião estava no meio do nada — uma das regiões mais remotas do planeta, milhares de quilômetros de qualquer terra.
O que aconteceu nessas sete horas? Despressurização? Incêndio? Sequestro? Piloto suicida? Uma série de pequenos pedaços de metal confirmados como sendo do MH370 foram encontrados anos depois — nas praias da Ilha Reunião, Moçambique, Madagascar, África do Sul. A correnteza os carregou por milhares de quilômetros. Isso prova que o avião caiu no Índico. Mas o corpo principal da aeronave — a fuselagem, as caixas-pretas, os corpos — nunca foi encontrado.
Em 2025, o governo da Malásia aprovou uma nova busca com a empresa Ocean Infinity, prometendo US$70 milhões se encontrarem o avião. A área de busca é do tamanho da França. O oceano ali tem 4.000 a 6.000 metros de profundidade, terreno montanhoso submarino e correntes imprevisíveis. É como procurar uma agulha no palheiro. Só que o palheiro está debaixo de seis quilômetros de água.

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