Pedro Franceschi: o outro brasileiro que vale R$15 bilhões com cartão PJ

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Voz do navegador · episódio narrado na Fase 2

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Você já ouviu falar de Henrique Dubugras, o brasileiro de 26 anos que vale bilhões com a Brex. Mas ele não fez isso sozinho. Pedro Franceschi é o cofundador — e a metade mais técnica da dupla. Enquanto Henrique cuidava de negócios e captação, Pedro construía a arquitetura do produto que iria desafiar o sistema bancário americano.

O nerd que hackeou o sistema financeiro

Pedro começou a programar com 7 anos — e não era HTML básico, era C++. Aos 12, hackeou o iPhone e fez jailbreak. Aos 16, era o CTO da Pagar.me, processando pagamentos de milhares de empresas brasileiras. Quando a Pagar.me foi vendida, Pedro tinha adquirido um conhecimento raro: como construir infraestrutura financeira do zero, com segurança de nível bancário, sendo adolescente.

No Vale do Silício, Pedro e Henrique passaram pela Y Combinator com uma ideia de realidade virtual que flopou. Foi nesse “fracasso” que identificaram a dor real: imigrantes sem crédito não conseguiam cartão corporativo nos EUA. Pedro construiu o sistema que avalia risco em tempo real, conectando-se diretamente às contas bancárias das empresas — uma engenharia financeira complexa que exigia integração com dezenas de bancos e processadoras.

Hoje, Pedro é CTO da Brex, supervisionando uma equipe de centenas de engenheiros. Ele tem uma filosofia clara sobre liderança técnica: “O CTO não pode parar de codar.” Diferente de muitos founders que viram gestores puros, Pedro ainda mergulha no código. E num mundo onde a tecnologia é o produto, ter um CTO que realmente entende o que está sendo construído é uma vantagem competitiva brutal.