Em 2013, abrir uma conta no Brasil era um pesadelo: ir na agência, enfrentar fila, levar comprovante de residência, esperar semanas. Hoje, você abre uma conta no Nubank em 5 minutos pelo celular, sem tarifa, sem papelada. Por trás dessa revolução tem um trio — e Cristina Junqueira é a engenheira que fez a mágica técnica e de negócios acontecer.
De estagiária a bilionária
Cristina é engenheira de produção pela USP com especialização em administração, e antes do Nubank trabalhou no Itaú, onde liderava a área de cartões de crédito. Ela sabia exatamente como os bancos funcionavam por dentro — e exatamente por que eram tão ruins para os clientes. Em 2013, se juntou a David Vélez e Edward Wible para fundar o Nubank com US$2 milhões de investimento inicial.
Em 2021, o Nubank fez IPO na bolsa de Nova York avaliado em US$41 bilhões — o maior IPO de um banco latino-americano da história. Cristina é a primeira mulher brasileira a se tornar bilionária criando uma empresa do zero (não herdando).
A empresa hoje tem mais de 100 milhões de clientes, se expandiu para México e Colômbia, e continua sendo um dos casos mais estudados de fintech no mundo. E Cristina, com dois filhos, uma fortuna de US$1,3 bi e uma rotina que inclui reuniões no conselho do Nubank e da Totvs, segue sendo uma das executivas mais influentes do país. Ela costuma dizer que o segredo é focar no cliente, não no concorrente — porque você pode controlar a experiência que entrega, mas não pode controlar o que os outros fazem.

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