Em 2013, a Adobe tomou a decisão mais arriscada da sua história: parar de vender software em caixinha e migrar tudo pra nuvem. Wall Street odiou. A ação despencou. Doze anos depois, a Adobe fatura US$20 bilhões por ano e é a empresa de criatividade mais importante do mundo.
Shantanu Narayen é o CEO da Adobe desde 2007. Ele liderou a migração do Photoshop, Illustrator, Premiere e todo o Creative Suite para o modelo de assinatura na nuvem — um movimento que salvou a empresa e virou referência na indústria.
De Hyderabad ao Vale
Narayen nasceu em Hyderabad, Índia, em 1963. Estudou engenharia eletrônica, fez MBA em Berkeley e começou a carreira na Apple — sim, na Apple dos anos 90. Depois fundou uma startup de compartilhamento de fotos (Pictra), que não deu certo, e foi parar na Adobe em 1998.
Na Adobe, ele escalou rapidamente: liderou a divisão de produtos, virou COO e em 2007 assumiu como CEO — sucedendo os fundadores.
A maior aposta da história do software
Em 2013, a Adobe anunciou que não venderia mais o Creative Suite em caixinha (DVD + serial). Tudo viraria Creative Cloud — assinatura mensal. Foi um terremoto: usuários odiaram, investidores fugiram, concorrentes riram.
Mas Narayen estava certo. A assinatura trouxe receita previsível, reduziu pirataria, permitiu atualizações constantes e criou um relacionamento contínuo com o cliente. Em 5 anos, a Adobe triplicou de valor. Em 10, estava entre as maiores empresas de software do mundo.
Além do Photoshop
Narayen também liderou a expansão da Adobe para além das ferramentas criativas: comprou a Marketo (marketing digital), a Magento (e-commerce), e investiu pesado em IA generativa com o Adobe Firefly — um modelo de geração de imagens treinado apenas com conteúdo licenciado, sem os problemas legais do Midjourney e Stable Diffusion.
Ele também foi um dos primeiros CEOs indianos a liderar uma empresa do Vale — abrindo caminho para Satya Nadella (Microsoft), Sundar Pichai (Google) e outros.

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