Em 2013, um adolescente russo-canadense publicou um whitepaper de 36 páginas. Dois anos depois, o Ethereum nasceu. Hoje, ele movimenta centenas de bilhões de dólares e é a base da Web3.
Vitalik Buterin é o criador do Ethereum — a segunda maior criptomoeda do mundo e a plataforma que possibilitou contratos inteligentes, NFTs, DeFi (finanças descentralizadas) e milhares de aplicações descentralizadas.
De prodígio da matemática a bilionário da blockchain
Buterin nasceu na Rússia em 1994 e imigrou pro Canadá aos 6 anos. Aos 10 anos, já programava. Aos 17, descobriu o Bitcoin — e ficou obcecado. Ele co-fundou a Bitcoin Magazine e escrevia sobre criptomoedas enquanto estudava na universidade.
Mas Buterin percebeu uma limitação no Bitcoin: ele só servia pra transferir dinheiro. E se existisse uma plataforma onde você pudesse programar qualquer tipo de acordo, contrato ou aplicação — tudo rodando de forma descentralizada, sem banco, sem governo, sem empresa controlando?
Essa ideia virou o Ethereum. Em 2014, ele lançou a rede com um financiamento coletivo de US$18 milhões. Em 2015, o Ethereum foi ao ar.
O que o Ethereum tornou possível
DeFi: empréstimos, juros e investimentos sem banco. NFTs: propriedade digital verificável. DAOs: organizações governadas por código. Stablecoins: dólar digital descentralizado. Tudo isso roda em cima do Ethereum.
Em 2022, o Ethereum fez “The Merge” — migrou de Prova de Trabalho (que consumia energia equivalente a um país) para Prova de Participação, reduzindo seu consumo energético em 99.95%. Foi uma das maiores atualizações de software da história.
O anti-Elon Musk
Diferente de outros bilionários tech, Buterin é discreto, veste camiseta de unicórnio, doou bilhões em cripto pra caridade (incluindo US$1 bilhão em Shiba Inu pra fundo de COVID na Índia) e passa mais tempo escrevendo sobre teoria de jogos e governança do que postando polêmica.
Ele tem 32 anos. Criou uma das tecnologias mais importantes do século. E ainda acredita que o Ethereum pode mudar como a sociedade se organiza.

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