Enquanto o mundo corre pra lançar modelos de IA cada vez maiores, Marienne Coutinho está fazendo uma pergunta que poucos fazem: “Isso é seguro? Isso é justo? Isso não vai causar danos colaterais?” Ela é uma das principais especialistas em inteligência artificial responsável do Brasil — e lidera a prática de IA confiável na KPMG Brasil, assessorando grandes empresas a implementarem inteligência artificial sem criar bombas-relógio éticas.
De engenheira a guardiã da ética digital
Marienne é engenheira de computação, com MBA em gestão de negócios e uma trajetória que passou por transformação digital em grandes empresas antes de se especializar em governança de IA. O timing não poderia ser melhor: em 2023-2024, com a explosão da IA generativa, empresas correram para implementar ChatGPT e similares sem qualquer avaliação de risco — expondo dados de clientes, gerando conteúdo enviesado, violando regulações que nem sabiam que existiam.
O trabalho dela é ajudar organizações a implementarem IA com três pilares: transparência (saber como o modelo decide), equidade (não discriminar grupos vulneráveis) e responsabilidade (alguém responde quando dá errado). Ela atua na interseção entre tecnologia, direito e ética — um campo que explodiu com a chegada da LGPD e, mais recentemente, do PL 2.338/2023 (regulação de IA no Brasil).
Marienne também é palestrante frequente e voz ativa no debate público sobre o tema. Ela defende que o Brasil não precisa copiar o modelo regulatório da Europa — pode criar algo próprio, que equilibre inovação e proteção. E que IA responsável não é um freio — é um acelerador. Porque quando o escândalo de IA acontece, o prejuízo é muito maior do que o custo de fazer certo desde o começo.

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