Henrique Dubugras programava aos 12 anos. Aos 14, fundou sua primeira empresa — uma desenvolvedora de games que não deu certo. Aos 16, criou a Pagar.me, uma plataforma de pagamentos que vendeu por dezenas de milhões. Ele ainda estava no colégio. Hoje, aos 26 anos, é cofundador da Brex, uma fintech avaliada em US$12 bilhões — e sua fortuna pessoal é estimada em mais de US$2 bilhões.
O cartão corporativo que comeu o mercado
A Brex nasceu de uma dor real: Henrique e seu cofundador Pedro Franceschi (também brasileiro, também programador adolescente) chegaram no Vale do Silício para participar da aceleradora Y Combinator e descobriram que, como imigrantes sem histórico de crédito americano, não conseguiam um simples cartão corporativo. Nenhum banco queria dar crédito a dois adolescentes brasileiros. Então eles decidiram criar um banco que não usasse histórico de crédito pessoal para avaliar empresas.
A Brex avalia o risco da empresa com dados em tempo real — saldo bancário, receita, investidores. Se a empresa tem dinheiro, tem crédito. O conceito explodiu. Em 2019, a Brex já valia US$2,6 bilhões (menos de 2 anos após o lançamento). Em 2022, US$12 bilhões. Hoje é a principal plataforma financeira para startups americanas, com dezenas de milhares de clientes.
Henrique é conhecido por ser extremamente focado, dormir pouco e tomar decisões rápido — um estereótipo de founder do Vale, mas na versão brasileira que deu certo. Ele e Pedro já doaram milhões para causas de educação no Brasil. A história deles é a prova de que programar cedo + dor real + execução impecável pode levar muito longe — mesmo começando sem um dólar no bolso em São Paulo.

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