Nina Silva não entrou na tecnologia pela porta da frente — ela arrombou a porta. Executiva de TI com mais de 20 anos de carreira, passou por multinacionais como IBM e Vivo, mas foi em 2017 que ela fez o movimento que mudaria sua trajetória e a de milhares de pessoas: fundou o Movimento Black Money, um hub de inovação focado em gerar e movimentar riqueza na comunidade negra.
De TI corporativa a movimento nacional
Formada em Ciência da Computação, Nina sempre foi “a única” — a única mulher, a única pessoa negra na sala de reunião. Em vez de se encolher, ela usou essa posição para entender as engrenagens do sistema. O Black Money nasceu de uma constatação simples e brutal: o Brasil tem a maior população negra fora da África, mas a riqueza gerada por essa população circula pouco dentro da própria comunidade. Nina aplicou a lógica de sistemas que aprendeu na TI para criar um ecossistema: banco digital (D Black Bank), marketplace, escola de negócios e uma rede de empreendedores negros.
Prêmios e impacto
Nina foi eleita uma das 100 pessoas afrodescendentes mais influentes do mundo pela ONU (MIPAD), entrou na lista Forbes Under 40 e é conselheira de inovação de grandes empresas. Em 2025, o ecossistema Black Money já havia impactado mais de 500 mil pessoas e movimentado centenas de milhões de reais em negócios liderados por empreendedores negros. Não é inclusão por caridade — é negócio, dados, estratégia.

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