Marc Andreessen: o cara que criou o primeiro navegador web e agora decide o futuro da tecnologia

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Voz do navegador · episódio narrado na Fase 2

Em 1993, um estudante de 22 anos da Universidade de Illinois criou o Mosaic — o primeiro navegador web com imagens. Aquilo colocou a internet na frente de pessoas comuns pela primeira vez. Trinta anos depois, ele é um dos investidores mais poderosos do planeta.

Marc Andreessen é cofundador da Netscape (o primeiro browser comercial) e da a16z (Andreessen Horowitz), um dos fundos de venture capital mais influentes do mundo. Ele investiu cedo em Facebook, Twitter, Airbnb, GitHub, Coinbase, Stripe, Slack e dezenas de outras.

O browser que abriu a internet pro mundo

Andreessen nasceu em Iowa em 1971 e aprendeu a programar sozinho na biblioteca pública. Na universidade, trabalhando no NCSA (National Center for Supercomputing Applications), ele e Eric Bina criaram o Mosaic — o navegador que permitia ver imagens e texto na mesma página.

Antes do Mosaic, a web era só texto. Depois dele, virou o que conhecemos hoje. O Mosaic foi o avô do Internet Explorer, do Firefox e do Chrome.

Em 1994, Andreessen fundou a Netscape e lançou o Navigator. O IPO da Netscape em 1995 — a empresa valia US$2.9 bilhões no primeiro dia, sem nunca ter dado lucro — foi o tiro de largada da bolha das pontocom.

O软件 está comendo o mundo

Depois que a Netscape foi esmagada pelo Internet Explorer da Microsoft, Andreessen virou investidor. Em 2009, fundou a a16z com Ben Horowitz. O lema: “software is eating the world” — toda indústria vai ser transformada por software.

Ele estava certo. A a16z investiu bilhões em redes sociais, cripto, IA, biotech, games, defesa. Andreessen virou o “termômetro” das tendências tech: se ele investe, todo mundo presta atenção.

O manifesto tecno-otimista

Em 2023, Andreessen publicou “The Techno-Optimist Manifesto” — um texto inflamado defendendo que tecnologia é a única força que melhora a vida humana e que qualquer um contra o progresso tecnológico é “inimigo da vida”. Foi aplaudido por uns, criticado por outros como ingênuo. Mas é a síntese do pensamento dele: acelerar, sempre.